Estilo Musical da banda: música pop
Alguns links importantes para conhecermos melhor a banda:
1. Site oficial
2. Letras depeche mode
3. Vídeo de Música Youtube 'Shoud be higher'
Mais de trinta anos e muitas crises existenciais depois, os Depeche Mode continuam bastante activos. Os últimos três álbuns de originais (Exciter de 2001, Playing The Angel de 2005 e Sounds Of The Universe de 2009) não comprometeram em nada o que haviam feito para trás e até foram introduzindo, aqui e ali, alguns elementos novos. Nada de muito radical, claro, até porque a estrutura base de admiradores do grupo é extremamente fiel. São um daqueles casos curiosos de um grupo de massas que parece ser de culto minoritário - já lhe chamaram “a única banda de culto que vende milhões de discos em todo o mundo” e faz algum sentido.
O novo álbum não belisca em nada esse facto, sendo o típico objecto que sintetiza alguns dos vestígios mais característicos de anteriores registos - nomeadamente a forma como conciliam os climas devedores de uma certa ideia de blues (qualquer coisa mais fantasiada do que real) com as dinâmicas rítmicas electrónicas ou a forma como conseguem criar baladas digitalizadas de ambiências sensuais. Nem todas as canções são igualmente inspiradas, mas em termos sonoros é provavelmente o seu álbum mais arriscado dos últimos tempos, variando entre os dinamismos rítmicos obsessivos (Secret to the end, My little universe, Soothe my soul), momentos de alguma rispidez emocional (Angel, Slow), canções mais frágeis e contemplativas (Heaven, The child inside) ou clássicas cantilenas pop electrónicas (Broken, Should be higher). Não é um disco de ruptura, e também não era isso que se esperava como é evidente, mas é o álbum de uma banda que continua a saber gerir o seu percurso com desenvoltura, criando álbuns que conseguem resgatar alguns dos melhores elementos do passado, insuflando-lhe alguma vitalidade.
Fonte: Texto de Vítor Belanciano in Ipsilon, Público. (link: http://ipsilon.publico.pt/musica/critica.aspx?id=317985)
